quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O que atrai os brasileiros ao maior prédio de luxo de NY

Veja as extravagâncias do 432 Park Avenue, edifício que será o maior arranha-céu residencial de Nova York

São Paulo - Não é novidade que os brasileiros têm se interessado cada vez mais por imóveis no exterior, mas parece que esse interesse tem ganhado ares mais sofisticados. Três brasileiros garantiram recentemente suas vagas dentro do 432 Park Avenue, edifício que terá 425 metros de altura, 96 andares e será o maior arranha-céu residencial ou o terceiro mais alto prédio de Nova York, atrás apenas do Empire State e do One World Trade Center.
Os preços de suas 115 unidades variam entre “módicos” 7 milhões a 95 milhões de dólares, sendo que os últimos 10 andares custam a partir de 75 milhões e possuem 748 a 766 metros quadrados.
Além do status de ser um dos maiores prédios do mundo, o empreendimento do CIM Group e Macklowe Properties fica em um dos locais mais cobiçados de Manhattan, na Park Avenue, entre as ruas 56 e a 57, próximo ao Central Park e à 5ª Avenida. E tem design assinado pelo premiado arquiteto uruguaio Rafael Viñoly, que fez também o cubo de vidro da loja da Apple.
A opulência da torre de aço e vidro evidente para quem está de fora será igualmente impressionante por dentro. Todos os apartamentos terão pé-direito de 4,75 metros e serão entregues com persianas motorizadas nas janelas, piso de carvalho, ar-condicionado, suíte máster com closets (no plural) pisos de mármore na cozinha e nos banheiros, armários customizados, etc.
Para completar, a área comum do prédio incluirá salas de conferência, auditório, entrada separada para funcionários, restaurante e os moradores terão à disposição serviço de quarto, reparação, chofer, spa e academia.
Confira na galeria algumas imagens do projeto do 432 Park Avenue, que tem previsão de entrega para 2015.
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Área infestada de cascavéis é solução para falta de terras

Agricultores brasileiros estão testando os limites do clima e da tecnologia, empurrando a fronteira de cultivo do país para regiões cada vez mais inóspitas
Fazenda no Brasil: quarto maior exportador agrícola do mundo está esgotando suas terras para plantio
Brasília - Sobre um planalto no estado do Piauí, no nordeste do Brasil, Luciano Curioni inspeciona espigas de milho murchas enquanto a areia rodopia por toda sua fazenda infestada de cascavéis e sem água, eletricidade ou telefone.
Agricultores como Curioni estão testando os limites do clima e da tecnologia, empurrando a fronteira de cultivo do país para regiões cada vez mais inóspitas já que o quarto maior exportador agrícola do mundo está esgotando suas terras para plantio. Empresas que fornecem soluções, como Deere Co., Monsanto Co. e Bayer AG, têm a ganhar.
Incapazes de bancar uma área para cultivo no cinturão de grãos no oeste, onde sua família plantou durante décadas, Curioni investiu R$ 3,5 milhões (US$ 1,6 milhão) dois anos atrás para limpar 2.000 hectares, o equivalente a 2.801 campos de futebol americano, de cerrado virgem perto da cidade de Bom Jesus. A seca deste ano o deixou devendo R$ 1,3 milhão e quase o levou à falência.
“Eu estava quase desistindo, mas outros ganharam dinheiro aqui, então eu vou tentar mais uma vez -- eu vou rezar mais do que o normal na próxima temporada”, disse Curioni, esquivando buracos profundos enquanto o limpador tirava a poeira do para-brisa de sua velha caminhonete. “A terra aqui é barata, mas os custos operacionais são elevados, a logística é deficiente e as chuvas são, bom, incertas”.
Impulsionados pelo aumento da demanda mundial de alimentos, por leis ambientais mais rigorosas e pela expansão das áreas protegidas, os preços das terras cultiváveis subiram até sete vezes em algumas regiões ao longo da última década.
Isso é mais de quatro vezes o retorno das ações da Petrobrás SA, a maior empresa do país em valor de mercado. O Índice de Preços de Alimentos das Nações Unidas, que é formado pelos preços de 55 commodities agrícolas, tinha em agosto perto do dobro do nível de uma década atrás.
Exportações agrícolas
O Brasil, que responde por cerca de oito em cada 10 litros de suco de laranja entregues em todo o mundo, mais do que quadruplicou suas exportações agrícolas para US$ 83,4 bilhões no ano passado, de acordo com o Ministério da Agricultura.
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